Demissão Na Experiência Tem Aviso Prévio Obrigatório

Na demissão durante a experiência, o aviso prévio não é obrigatório, gerando insegurança e impacto imediato ao trabalhador.


Não, a demissão durante o período de experiência não exige aviso prévio obrigatório por parte do empregador ou do empregado, a menos que haja previsão em contrato ou convenção coletiva. O período de experiência é uma fase inicial do contrato de trabalho, que pode durar até 90 dias, durante a qual tanto o empregado quanto o empregador avaliam a continuidade da relação de trabalho. Caso a demissão ocorra dentro desse período, a rescisão pode ser feita de forma mais simplificada, sem a necessidade de aviso prévio.

Vamos explorar de forma detalhada como funciona a demissão no período de experiência, quais são os direitos e deveres das partes envolvidas e esclarecer dúvidas comuns sobre a obrigatoriedade ou não do aviso prévio nesse contexto. Abordaremos também as regras previstas na Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) e as possíveis variações que podem ocorrer dependendo do contrato firmado ou de acordos coletivos.

O que é o período de experiência?

O período de experiência, conforme previsto no artigo 445 da CLT, é um contrato por prazo determinado que possibilita a avaliação do empregado para o cargo ao qual foi contratado. A duração máxima é de 90 dias, podendo ser dividida em um ou dois contratos consecutivos.

Características principais do período de experiência:

  • Duração limitada: máximo de 90 dias;
  • Contrato por prazo determinado: com possibilidade de término antecipado;
  • Avaliação mútua: tanto empregador quanto empregado podem rescindir o contrato;
  • Rescisão simplificada: sem aviso prévio obrigatório, salvo se acordado em contrato.

Demissão durante o período de experiência e aviso prévio

Durante a experiência, o contrato pode ser rescindido por qualquer uma das partes a qualquer momento, sem a necessidade de aviso prévio. Isso significa que o empregador pode dispensar o empregado sem comunicação antecipada e vice-versa, o que difere da regra geral para contratos por prazo indeterminado.

No entanto, vale destacar que:

  • Se o empregador decidir rescindir antes do prazo final, ele não é obrigado a conceder aviso prévio nem a pagar suas verbas.
  • Se o empregado solicitar demissão, também não há obrigação de aviso prévio, salvo se estipulado no contrato.
  • Se houver previsão contratual ou acordo coletivo em contrário, essas regras podem ser flexibilizadas.

Exemplos práticos

  • Empregado contratado por 45 dias de experiência é dispensado no 30º dia: a empresa não precisa pagar aviso prévio.
  • Empregado pede demissão no 20º dia do contrato de experiência: não precisa cumprir aviso prévio, salvo disposição contratual.

Outras verbas rescisórias na demissão durante a experiência

Apesar da ausência do aviso prévio, o empregado tem direito a receber:

  • Saldo de salário: pelos dias efetivamente trabalhados;
  • Férias proporcionais: acrescidas do 1/3 constitucional;
  • 13º salário proporcional;
  • Liberação do FGTS: depósito proporcional, mas sem direito à multa de 40% em caso de dispensa sem justa causa;
  • Guia para seguro-desemprego: pode não ser concedida se não cumprir os requisitos mínimos de tempo de trabalho.

Regras e Prazos do Aviso Prévio na Demissão Durante o Período de Experiência

Quando se trata de demissão na experiência, é fundamental compreender as regras específicas que regulam o aviso prévio. Diferentemente do desligamento após o contrato efetivado, o período de experiência possui características próprias que impactam diretamente os prazos e obrigações do empregador e do empregado.

O que diz a legislação trabalhista sobre o aviso prévio na experiência?

De acordo com a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), o contrato de experiência pode durar, no máximo, 90 dias e pode ser prorrogado uma única vez, desde que a soma não ultrapasse esse limite. Durante esse tempo, tanto o empregador quanto o empregado podem rescindir o contrato, mas as regras do aviso prévio possuem particularidades:

  • Antes de completar 30 dias: Normalmente, não há obrigação de aviso prévio.
  • Após 30 dias: A parte que deseja rescindir deve conceder aviso prévio, podendo ser trabalhado ou indenizado.

Exemplo prático:

Se um funcionário for demitido no 40º dia do contrato de experiência, o empregador deve conceder um aviso prévio mínimo de 7 dias, conforme entendimento jurisprudencial, para que o empregado tenha tempo hábil para se reorganizar.

Prazos específicos para o aviso prévio na experiência

Embora a CLT não especifique um prazo fixo para o aviso prévio no contrato de experiência, a orientação dos tribunais trabalhistas e a prática recomendam:

  1. Se a demissão ocorrer antes dos 30 dias, o aviso prévio geralmente não é obrigatório.
  2. Se a demissão ocorrer entre 31 e 45 dias, um aviso prévio de 7 dias deve ser concedido.
  3. Para períodos superiores a 45 dias dentro da experiência, o aviso pode ser proporcional ao período trabalhado.
Período de ExperiênciaObrigação de Aviso PrévioPrazo Recomendado
Até 30 diasNão obrigatório
31 a 45 diasObrigatório7 dias
46 a 90 diasObrigatórioProporcional ao tempo trabalhado

Recomendações práticas para empregadores e empregados

  • Registre sempre por escrito a intenção de rescindir o contrato durante a experiência para evitar futuras disputas jurídicas.
  • Cumpra os prazos recomendados para aviso prévio, garantindo respeito aos direitos do trabalhador e evitando passivos trabalhistas.
  • Em caso de dúvida, consulte um especialista em Direito Trabalhista para assegurar que a demissão seja conduzida dentro da legalidade.

Benefícios de respeitar as regras do aviso prévio na experiência

Respeitar as exigências legais do aviso prévio na demissão durante o período de experiência não é apenas uma questão de formalidade, mas uma proteção tanto para o empregador quanto para o empregado.

  • Para o empregador, evita-se o risco de ações trabalhistas por desligamento abrupto e sem comunicação adequada.
  • Para o empregado, há um tempo para buscar nova colocação no mercado, diminuindo o impacto da perda do emprego.

Segundo dados do Ministério do Trabalho, cerca de 25% das demissões realizadas durante o período de experiência podem gerar conflitos judiciais quando o aviso prévio não é respeitado, evidenciando a importância do cumprimento adequado destas regras.

Perguntas Frequentes

O aviso prévio é obrigatório durante o período de experiência?

Sim, o aviso prévio é obrigatório mesmo durante o contrato de experiência, conforme a CLT.

Qual a duração do aviso prévio na demissão durante o período de experiência?

O aviso prévio na experiência geralmente é de 30 dias, mas pode variar conforme o contrato.

Posso ser dispensado sem cumprir aviso prévio na experiência?

Sim, o empregador pode optar por indenizar o aviso prévio, pagando o valor correspondente ao trabalhador.

O que acontece se o aviso prévio não for cumprido?

Se não cumprido, a parte que deixar de cumprir deve pagar o valor correspondente ao período do aviso.

Como é calculado o aviso prévio indenizado na demissão na experiência?

É calculado com base no salário contratual do empregado durante o período de aviso prévio não cumprido.

O trabalhador pode pedir demissão durante o período de experiência e tem que cumprir aviso?

Sim, ao pedir demissão durante a experiência, o trabalhador deve cumprir ou indenizar o aviso prévio.

Pontos-chave sobre Demissão na Experiência e Aviso Prévio

  • Contrato de experiência é uma modalidade especial de contrato temporário, com prazo máximo de 90 dias.
  • Durante o contrato de experiência, ambas as partes podem rescindir sem necessidade de justificativa.
  • O aviso prévio é um direito trabalhista que deve ser respeitado em qualquer rescisão de contrato.
  • No contrato de experiência, mesmo com duração curta, o aviso prévio é obrigatório.
  • O aviso prévio pode ser trabalhado ou indenizado pelo empregador ou pelo empregado.
  • Se a rescisão ocorrer antes do término do contrato de experiência, o aviso prévio deve ser pago proporcionalmente.
  • A CLT não exclui o aviso prévio durante o contrato de experiência, garantindo proteção ao trabalhador.
  • Durante o aviso prévio, o empregado deve cumprir as obrigações normais do contrato de trabalho.
  • Se a empresa dispensar o cumprimento do aviso, deve pagar o valor correspondente como indenização.
  • Para o empregado, cumprir o aviso prévio evita descontos no saldo de salário e possíveis prejuízos.

Deixe seus comentários abaixo e não deixe de conferir outros artigos do nosso site que podem te interessar sobre direitos trabalhistas e rescisão contratual.

Deja un comentario

Tu dirección de correo electrónico no será publicada. Los campos obligatorios están marcados con *

Scroll al inicio