Como Funciona o Acordo para Ser Mandado Embora na Demissão

O acordo na demissão permite rescisão negociada, liberando parte do FGTS e acesso parcial ao seguro-desemprego, trazendo flexibilidade e segurança.


O acordo para ser mandado embora na demissão é uma modalidade de encerramento do contrato de trabalho onde empregador e empregado chegam a um consenso para a rescisão, normalmente com condições específicas que beneficiam ambas as partes. Essa forma de demissão ocorre principalmente quando o empregador deseja desligar o funcionário, mas o processo é realizado de forma amigável, respeitando direitos trabalhistas e evitando conflitos judiciais. No contexto da legislação brasileira, o acordo pode envolver negociações sobre verbas rescisórias, aviso prévio e outros benefícios, proporcionando maior segurança jurídica para ambos.

Vamos explorar em detalhes como funciona o acordo para ser mandado embora na demissão, incluindo os principais pontos previstos na legislação trabalhista, como a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) e a Reforma Trabalhista de 2017. Abordaremos os tipos de acordo possíveis, o cálculo das verbas rescisórias, os direitos do trabalhador durante a negociação e as consequências para o empregador. Além disso, apresentaremos exemplos práticos de como esses acordos são formalizados e registraremos dicas para que o empregado esteja ciente de seus direitos ao aceitar uma proposta de demissão consensual.

O que é o acordo para ser mandado embora?

O acordo para ser mandado embora é uma negociação entre empregado e empregador para o término do contrato de trabalho. Diferente da demissão sem justa causa tradicional, nesta modalidade as partes concordam com as condições, podendo incluir, por exemplo:

  • Divisão do aviso prévio trabalhado ou indenizado;
  • Parcelamento de verbas rescisórias;
  • Eventual redução de multas;
  • Concessão de benefícios adicionais;
  • Prevenção de processos judiciais.

Legislação aplicável

Com a Reforma Trabalhista, a CLT passou a permitir, em seu artigo 484-A, o acordo de demissão para que o empregado possa receber metade do aviso prévio indenizado e metade do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS), além de sacar até 80% do saldo do FGTS. Essa modalidade é conhecida como demissão por acordo entre as partes e é válida apenas para contratos com vínculo celetista.

Como é o processo do acordo para ser mandado embora?

  1. Proposta formalizada: o empregador apresenta a oferta de acordo para rescisão;
  2. Avaliação do trabalhador: o empregado analisa as condições propostas, podendo consultar um advogado ou sindicato;
  3. Assinatura do acordo: ambas as partes formalizam o acordo por escrito, detalhando as verbas e condições;
  4. Pagamento das verbas rescisórias: conforme previsto, com cálculo proporcional;
  5. Entrega dos documentos: o empregador fornece a documentação necessária para o recebimento dos benefícios;
  6. Encerramento do contrato: o empregado deixa a empresa dentro do prazo acordado.

Consequências Legais e Direitos Garantidos no Acordo de Demissão

O acordo de demissão é uma modalidade prevista na Reforma Trabalhista que possibilita tanto ao empregador quanto ao empregado encerrarem o contrato de trabalho com ajustes consensuais. Porém, é fundamental compreender as consequências legais e os direitos garantidos para ambas as partes ao optar por essa modalidade.

Principais direitos assegurados ao empregado no acordo

  • Aviso prévio: O trabalhador tem direito ao pagamento de metade do aviso prévio, diferentemente da demissão sem justa causa, em que recebe o valor integral.
  • Multa de 40% do FGTS: No acordo, o empregado recebe apenas 20% de multa sobre o FGTS, uma redução considerável em comparação à demissão tradicional.
  • Saque do FGTS: É permitido sacar até 80% do saldo da conta do FGTS, oferecendo uma liquidez maior para o trabalhador.
  • Seguro-desemprego: O empregado não tem direito ao benefício do seguro-desemprego nesse tipo de rescisão.

Exemplo prático:

Se um funcionário possui R$ 10.000 de saldo no FGTS, no acordo ele poderá sacar até R$ 8.000, enquanto a multa que receberá será de R$ 2.000 (20% do saldo). Já na demissão sem justa causa, o saque seria de 100% e a multa de R$ 4.000.

Consequências jurídicas para o empregador

  • Redução de custos: Para as empresas, o acordo reduz custos com multa e aviso prévio integral.
  • Menor risco trabalhista: Como a rescisão é consensual, diminui-se a chance de ações judiciais por desligamento irregular.
  • Necessidade de formalização rigorosa: O acordo deve ser formalizado por escrito, garantindo que o empregado esteja ciente de todos os direitos e limitações.

Comparativo entre modalidades de demissão

Tipo de DemissãoAviso PrévioMulta FGTSSaque FGTSSeguro-desemprego
Sem justa causaIntegral40%100%Sim
Acordo entre as partes50%20%80%Não
Justa causaNão háNão háNão háNão

Dicas práticas para garantir um acordo seguro

  1. Leia atentamente o contrato: Verifique se todos os direitos e valores estão claramente discriminados.
  2. Consulte um advogado trabalhista: Para evitar prejuízos, é recomendável ter suporte jurídico na análise do acordo.
  3. Negocie condições justas: Busque audiência transparente e equilibrada para que ambas as partes saiam satisfeitas.
  4. Exija documentos oficiais: Solicite comprovantes de pagamento e recibos para evitar futuras disputas.

Perguntas Frequentes

O que é um acordo para ser mandado embora?

É uma negociação entre empregado e empregador para encerrar o contrato de trabalho de forma consensual, geralmente envolvendo condições específicas.

Quais são os direitos do trabalhador nesse acordo?

O trabalhador pode receber valores negociados, como parte do saldo de salário, férias proporcionais e possíveis indenizações, dependendo do acordo firmado.

Preciso de um advogado para fazer esse acordo?

Embora não seja obrigatório, é recomendável ter assistência jurídica para garantir que os direitos sejam respeitados.

O acordo pode ser feito a qualquer momento?

Sim, desde que haja consentimento de ambas as partes e que o acordo esteja dentro dos parâmetros legais.

O que acontece se o acordo não for cumprido?

O trabalhador pode buscar a Justiça do Trabalho para exigir o cumprimento ou reparações cabíveis.

Pontos-Chave sobre o Acordo para Ser Mandado Embora na Demissão

  • Envolve negociação direta entre empregado e empregador.
  • Deve respeitar os direitos trabalhistas garantidos por lei.
  • Valores como saldo de salário, 13º proporcional e férias podem ser negociados.
  • Não confundir com demissão sem justa causa ou pedido de demissão.
  • É importante registrar o acordo por escrito para evitar futuras disputas.
  • Em caso de dúvidas, consulte um advogado trabalhista.
  • O acordo evita processos judiciais e pode ser vantajoso para ambas as partes.
  • Empregado pode perder direito ao seguro-desemprego dependendo do acordo.
  • Existem modelos específicos para formalizar o acordo.
  • A comunicação clara e transparente é essencial para o sucesso do acordo.

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